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vergonha de ser blogueira

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Não sou de falar sobre nada muito pessoal aqui no blog, nem nas redes sociais, mas estou passando por uma fase louca & cheia de descobertas que acho que vale a pena trazer pra cá num bate papo legal. Sim, vai ser um post pé-de-feijão, daqueles que se entendem até perder de vista, mas queria abrir o coração um pouquinho e acho que pode rolar uma leve identificação com alguma de vocês no meio dessa história. 😉

Já comentei por aqui várias vezes, que não é de hoje que sou blogueira, é algo que começou a anos atrás e que acabou me trazendo interesses profissionais que me norteiam hoje em dia. Sempre gostei, sempre acompanhei e sempre curti estudar o assunto, mas fui finalmente levar a sério como trabalho a pouco tempo, com uma maturidade recém-descoberta e ainda em desenvolvimento. rs

seja você mesmo, vergonha de ser blogueira,
Pois bem, deixe explicar direito…

Sempre fui da comunicação! TODA vez que mamãe ia a reunião, a reclamação era sempre a mesma: “Ela é boazinha, mas fala demais e acaba fazendo os outros alunos acompanharem a conversa!” ( Isso quando pequena, depois de grande fazia de tudo pra que não fossem a minha reunião. rs), nasci assim e continuei sendo assim, a única coisa que mudou é que conforme foi entrando adolescencia, foi começando aquela coisa de querer ser igual, seguir o fluxo e daí a vergonha de fazer qualquer coisa diferente de todo mundo. Pra melhorar, sempre fui de andar com a galera mais velha, não que eu não tivesse amigos da minha idade, tinha, sempre fui de falar com a turma toda, mas queria acompanhar o ritmo da galera mais velha e mais uma vez seguir o fluxo, daí, quando entrei pra blogosfera, foi em segredo, não queria que ninguém soubesse, pra não me acharem boba, fútil ou sei lá, morria de vergonha. PURA BOBEIRA! Eu sei, só que o problema é que por não ter vencido isso quando nova, fui levando… Dois dias depois da minha formatura do Ensino médio conheci Mozi, umas três semanas depois, “ficamos” e daí já contamos como namoro, gelava só de pensar em Thiago vendo o blog, medo de ele me achar uma boba, que não tinha mais o que fazer. O que pega nessa história toda é que ser blogueira, até hoje é visto como bobeira, falta do que fazer e nessa época, a uns 4 , 5 anos atrás era ainda pior e eu fui me moldando por ai. Daí veio a faculdade, comecei a trabalhar, de tanto esconder, fui perdendo a vontade de continuar o blog e em 2012 dei fim no Loira Tagarela.

Voltei a minha vida online em 2014, quando a Tô Amando começou a sair do papel. Voltei para a blogosfera, mas do outro lado da força, como empresa. A blogueira que há dentro de mim não aquietou o facho até que finalmente cá estou eu, timidamente de volta desde dezembro, neste espaço desde de fevereiro, com poucos posts sim, mas com resultados inimagináveis…
Muitas redes sociais pra gerenciar, a loja, o blog, a página indiretas de blogueira, meu emprego com minha mãe e meu novo emprego na workblog. E sabe a única coisa que até hoje, neste exato dia não havia mudado? A forma como eu fazia questão de esconder tudo isso, a mania de querer antecipar e me poupar da reação das pessoas ao descobri que sou blogueira, a mania de querer aparentar uma seriedade que eu nunca tive, de querer esconder meu lado sonhador e “bobo”, meu lado fútil que sempre gostei! rs

Fiquei com vontade de falar sobre isso depois de ouvir a Priscila #gata, do Coisas de menina indecisa, falando sobre medos e acabei descobrindo que isso tudo era medo!
Medo de ser julgada e medo de me mostrar realmente.

Bom, eu sou a Tati, que fala pelos cotovelos, como todo mundo está cansado de saber mas que adora escrever também. Não escrevo sobre política, religião e nem debato assuntos de grande ajuda para o desenvolvimento da humanidade. #mejulguem #perdiomedo
Gosto de compartilhar um pouco do meu dia a dia, gosto de falar de marketing, de moda, beleza e até faço #esmaltedasemana. Futilidades ? Algumas sim, posso até dizer que conseguiria viver sem tudo isso, mas não posso afirmar que seria tão divertido!

Namoro a quase 5 anos, estou noiva desde janeiro, sempre tivemos um relacionamento de muita amizade e é até engraçado que em todo esse tempo, só agora que Mozi veio conhecer #eublogueira. Por quase 5 anos eu deixei de compartilhar isso com ele por medo de que? Ele já está cansado de me conhecer! Foi só aquele efeito bola de neve sabe? Uma coisa pequenininha, que acumulada me fez perder várias oportunidades nesse mundo da blogosfera, pois pensem, se eu tivesse persistido e deixado esse medo bobo de lado, poderia estar muito mais estabilizada na área. Auto sabotagem TOTAL, perdi oportunidades muito bacanas nesses 5 anos, por vergonha e vergonha de que? Sinceramente nem me entendo. rs

Depois de tudo isso, ainda não acabei .. hehe
Fiquei pensando o por que de ter de ter vergonha do blog, como se não fosse realmente trabalho. Eu teria vergonha de expor que estava trabalhando como redatora em uma revista? Com certeza não. Assim como não tenho vergonha de falar que trabalho com Marketing digital e mídias sociais. E por que não me vangloriar de ser redatora em um espaço meu? Por que ser blogueira, me deixava tão envergonhada? Vi que era um preconceito meu, mas baseado no que as pessoas pensam quando falamos: Tenho um blog, sou blogueira!

Sei que é polêmico falar disso, afinal, é o meu meio de trabalho (não exclusivamente, mas em grande parte.) e tem muita gente que gosta de levar pro lado pessoal e fazer mimimi, mas fico matutando e entro na questão, será que o que pensam ta completamente errado? Porque quando mais vou entrando nesse meio, mais vou vendo as coisas que estão erradas e precisam mudar. Essa vergonha de “ser blogueira” não é só a questão de eu morrer de vergonha de saber que alguém próximo a mim está lendo o que escrevo, – vou vencer isso! – é por vergonha de ser associada a tudo que está errado nessa blogosfera. Como já falei antes, meu blog não é de grande ajuda para humanidade, não estou escrevendo em prol de causas nobres – pelo menos não ainda, mas pretendo ♥ – mas não é por questão de conteúdo, posso amar saber sobre cada lançamento de beleza e moda e isso não quer dizer que eu seja fútil. Mas se eu criei um blog só pensando em ficar rica e ganhar presentinhos de marcas, se quero crescer as custas do sucesso dos outros, se quero pagar de superior por ter amizades influentes ou por me achar a última coca-cola do deserto só porque recebi alguma proposta por conta do blog, sim, ai seria fútil. A boa notícia é que gente assim não vai longe e a má é que de tantas serem assim, surge toda uma má impressão quando se fala em blogueiras. Como comentei no post sobre o EBSA, depois da listinha A blogueira que você não deve ser… SEJA a blogueira que faz a diferença, que faz por amor e que quer crescer não só com o blog, mas como pessoa. Se você for essa pessoa, você sim, vai longe ♥

Então, vamos fazer a diferença? Vamos traçar esse caminho e acabar com essa imagem ruim que se tem das blogueiras? Fazendo isso vamos ajudar outras “Tatis” que adoram blogar e morrem de vergonha, pois ser blogueira vai ser visto como trabalho e não brincadeira de criança boba.

Como em todas as minhas conversas, comecei com um assunto e fui mudando o rumo até chegar aqui . hehe
Mas depois de anos escondendo algo, ter essa sensação de alivio por acabar com um medo bobo, tinha que rolar um post né? Sei, prolonguei e puxei outros assuntos, mas me digam, não rola isso muitas vezes? Porque finalmente não batalhar pra acabar com isso? Vamos fazer essa blogosfera ficar cada vez mais linda, cheia de gente do bem! Se cada um faz sua parte pra que o trabalho como blogueira seja reconhecido, as que querem fazer tudo errado vão minando aos poucos 😉

Agora a pergunta que não quer calar, sou só eu que tenho todos esses problemas ou não estou sozinha? Conversem comigo ♥♥

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